A história das monções do Cuiabá é, de certa forma, um prolongamento da história das bandeiras paulistas, em sua expansão para o Brasil Central. Desde 1622, numerosos grupos armados procedentes de São Paulo, Parnaíba, Sorocaba e Itu, trilharam constantemente terras hoje Mato Grossenses, preando índios ou assolando povoações de castelhanos. Em 1648, Raposo Tavares atravessa a região da Vacaria (Mato Grosso do Sul), sob o Paraguai, para ganhar depois os rios da Bacia Amazônica. Luiz Pedroso Xavier como, antes dele, Antônio castanho da Silva, vai morrer entre os índios da cordilheira peruanas.
Manoel Campos Bicudo chega a penetrar vinte e quatro vezes a área entre o Paraná e o Paraguai. Antônio Ferraz Araújo e Manoel Frias descem em 1690 o Tietê, alcançam as missões dos Chiquitos, ameaçam Santa Cruz de la Sierra, e são finalmente derrotados, salvando-se com vida, segundo testemunhos jesuíticos, apenas seis homes de sua bandeira.
(Sérgio Buarque de Holanda, Monções, pag 43, Editora Brasiliense.)
terça-feira
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